Pressão de motoboys adia votação do PLP 152/2025; Callegari prevê continuidade da mobilização

Mobilização nas ruas e articulação política travam projeto que previa mudanças drásticas para motoristas e entregadores
O cenário de incertezas para milhares de trabalhadores de aplicativos ganhou um novo capítulo nesta semana. Após uma onda de protestos que paralisou mais de 20 capitais brasileiras, com destaque para o expressivo movimento que tomou as ruas de Vitória, o Governo Federal e a Câmara dos Deputados recuaram. A votação do Projeto de Lei Complementar (PLP 152/2025), prevista para essa semana foi oficialmente retirada de pauta.
A decisão foi confirmada pelo novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, que admitiu a falta de consenso na Casa. O adiamento foi celebrado como uma vitória estratégica por parlamentares e lideranças que se posicionam contra o texto atual, amplamente criticado pela categoria por ameaçar a autonomia dos profissionais e elevar a carga tributária sobre o serviço.

Respaldo institucional: Callegari abre as portas do gabinete
Aqui no Estado, a resistência dos trabalhadores ganhou respaldo e força institucional. O deputado estadual Wellington Callegari (DC) saiu em defesa dos motoboys e entregadores capixabas. Em reunião recente na Assembleia Legislativa (ALES), Callegari recebeu representantes da categoria para alinhar estratégias e ouvir as demandas reais de quem atua na ponta do serviço. Na ocasião, o parlamentar reafirmou ser contrário a qualquer medida que limite e prejudique a livre iniciativa econômica, especialmente para os trabalhadores autônomos.

Diferente da proposta que busca enquadrar os trabalhadores em modelos rígidos e burocráticos, o deputado colocou seu gabinete à disposição para formular frentes de resistência contra o que chama de cerceamento da liberdade de trabalho: “Não permitiremos que transformem a liberdade do profissional autônomo em uma nova forma de arrecadação estatal que só beneficia as grandes empresas e o governo. Estou com os entregadores até o fim para garantir que eles tenham dignidade, e não mais impostos”, disparou o parlamentar.
“A luta só está no início”
Para Callegari, a retirada da pauta em Brasília foi um reflexo direto da mobilização popular organizada nas capitais, com destaque para a força do movimento capixaba. Embora tenha comemorado o recuo do governo federal, o deputado sinalizou que a categoria deve permanecer em estado de alerta máximo: “Essa retirada de pauta não é o fim, é apenas uma trégua conquistada pelo suor e pela coragem dos motoboys. O governo sentiu o peso das ruas aqui no Espírito Santo e em todo o Brasil, mas não vamos baixar a guarda, a luta só está no início”, pontuou.
Com a suspensão da tramitação, o projeto entra agora em um período de espera. O foco do movimento e manter a categoria mobilizada para garantir que, caso o tema retorne ao debate, a voz dos entregadores seja respeitada e a autonomia do setor preservada contra o avanço da burocracia estatal: “A categoria vai acompanhar de perto. Queremos apenas trabalhar e prestar serviços à população de forma livre e levar o nosso sustento para casa”, desabafou um representante dos entregadores.

Jornalista, Gestor Público, Especialista em planejamento e gestão estratégica e atua como empresário na área de comunicação, publicidade e marketing político.







