Plano Municipal de Proteção a Crianças é tema de encontro entre forças de segurança

Representantes das forças de segurança, do Ministério Público, da Defensoria Pública, de diversas secretarias da Prefeitura de Vila Velha e Conselho Tutelar participaram de mais uma reunião do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM). O encontro teve como pauta principal a apresentação do Plano Municipal de Prevenção e Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência.
O documento estabelece diretrizes para fortalecer a atuação integrada da rede de proteção, qualificar o atendimento e garantir respostas mais efetivas aos casos de violência envolvendo crianças e adolescentes. O plano foi apresentado por João Guilherme Simoura, gerente de Proteção Social Especial de Média Complexidade da Secretaria Municipal de Assistência Social, e por Luiza Eduarda Portes Ribeiro, enfermeira da Vigilância Epidemiológica.
O Plano Municipal de Prevenção e Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência foi elaborado em conformidade com a Lei Federal nº 13.431/2017 e tem como objetivo consolidar a atuação integrada dos órgãos que compõem o Sistema de Garantia de Direitos, promovendo ações de prevenção, proteção, atendimento especializado e responsabilização dos autores de violência.
João Guilherme Simoura ressaltou que o trabalho em rede é essencial para garantir a proteção integral das vítimas. “Muitas vezes a criança sequer compreende que está sofrendo uma violência. Em grande parte dos casos, ela acontece dentro do ambiente familiar ou é praticada por pessoas conhecidas. Por isso, é fundamental que os profissionais estejam preparados para identificar os sinais, acolher a vítima e realizar os encaminhamentos corretos. O plano busca justamente organizar essa atuação integrada para que as respostas sejam mais rápidas e efetivas”, afirmou.
Durante a apresentação na reunião do GGIM, que aconteceu na quinta-feira (11), foram destacados dados que evidenciam a necessidade de ampliar as ações de prevenção e proteção. A enfermeira Luiza Eduarda Portes Ribeiro destacou a importância desses dados para orientar as ações do município.
“Sabemos que os dados muitas vezes são subnotificados, pois nem toda violência é denunciada. Porém eles dão um norte como devemos atuar. Quando saúde, assistência social, educação, segurança pública e sistema de justiça atuam de forma articulada, conseguimos identificar situações de violência mais rapidamente e oferecer um atendimento mais qualificado às vítimas e suas famílias”, explicou.
O secretário municipal de Defesa Social e Trânsito, major Rogério Gomes, destacou que a integração entre os órgãos é fundamental para o sucesso das políticas públicas voltadas à proteção da infância e adolescência.
“O GGIM tem exatamente esse papel de reunir instituições que possuem atribuições diferentes, mas um objetivo comum. Quando unimos esforços, compartilhamos informações e definimos estratégias conjuntas, conseguimos desenvolver ações mais assertivas e fortalecer a proteção das nossas crianças e adolescentes”, disse.
A comandante da Guarda Municipal de Vila Velha, Landa Marques, ressaltou a importância da capacitação dos profissionais que atuam diretamente nos atendimentos. “Cada servidor que integra essa rede precisa saber como agir diante de uma suspeita ou confirmação de violência. O atendimento adequado evita a revitimização e garante que a criança ou adolescente receba o acolhimento necessário. A construção desse fluxo de atuação fortalece toda a rede e traz mais segurança para quem precisa de proteção”, destacou.
Fonte : Prefeitura de Vila Velha







