Pazolini e Arnaldinho avançam para o Noroeste e ampliam diálogo político com Renzo em Colatina

Pazolini e Arnaldinho avançam para o Noroeste e ampliam diálogo político com Renzo em Colatina

Movimento iniciado na Região Metropolitana percorre o Sul, ganha simbolismo no Convento da Penha e agora chega ao Noroeste em articulação com o PSD, partido que abriga Paulo Hartung e lidera em número de prefeitos no Brasil

O movimento político protagonizado por Lorenzo Pazolini e Arnaldinho Borgo começa a ganhar desenho estratégico claro no Espírito Santo. O que teve início na Região Metropolitana, ganhou visibilidade no Carnaval de Vitória, avançou para o Sul do Estado, passou pelo simbólico encontro no Convento da Penha, em Vila Velha, e agora chega ao Noroeste capixaba, com reunião em Colatina ao lado do prefeito Renzo Vasconcelos (PSD).

A presença do presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, reforça que não se trata de agendas isoladas, mas de um processo de expansão territorial com leitura eleitoral evidente.

Colatina é um polo estratégico do Noroeste. E Renzo, além de prefeito, preside o PSD no Espírito Santo, sigla que se consolidou nacionalmente como a maior em número de prefeituras no Brasil, com cerca de 891 prefeitos eleitos na última eleição municipal, tornando-se o partido com maior presença municipal no país.

Essa dimensão nacional confere ao PSD peso estruturante em qualquer articulação estadual. E no Espírito Santo, a legenda conta ainda com a presença do ex-governador Paulo Hartung, que hoje integra o partido e permanece como uma das lideranças mais influentes da política capixaba nas últimas décadas.

Expansão territorial com método

A sequência dos movimentos revela planejamento.

Primeiro, a consolidação de imagem na capital.
Depois, a entrada no Sul, território politicamente relevante.
Em seguida, o gesto simbólico no Convento da Penha, reforçando presença institucional em Vila Velha.
Agora, o avanço para o Noroeste, ampliando o diálogo com um partido estruturado nacionalmente.

Não é apenas circulação. É construção de base.

Ao dialogarem com Renzo e abrirem canal com o PSD, Pazolini e Arnaldinho ampliam o campo de interlocução e testam convergências que podem alterar o desenho das alianças em 2026.

Leitura eleitoral mais explícita

O cenário estadual já possui forças consolidadas e bases estruturadas. O que se observa agora é uma tentativa de equilibrar o jogo com expansão territorial e aproximação partidária estratégica.

A aproximação com o PSD não é trivial. Trata-se de uma sigla com musculatura nacional, forte presença municipal e com um ex-governador de três mandatos em seus quadros. Isso adiciona densidade política à conversa.

Ainda não há anúncio formal de composição. Mas na política, os sinais precedem os acordos.

Ao percorrerem diferentes regiões do Estado e estabelecerem diálogo com partidos estruturados, Pazolini e Arnaldinho deixam claro que trabalham para construir um projeto com escala estadual e não apenas metropolitana.

O movimento que começou como gesto político agora assume contornos de estratégia eleitoral.

E quando a expansão territorial se combina com articulação partidária de peso, o tabuleiro estadual começa, inevitavelmente, a se reorganizar.